NOTA DE BOAS VINDAS

Mais um blogue.
Para todos nós, amigos, que de algum modo, natural ou sobrenatural, têm a Bila em comum! Diz aquilo que te agrada, aquilo que te incomoda e até aquilo que não te interessa para nada... Mostra-nos as tuas fotografias! Faz o que quiseres mas PARTICIPA!

sábado, 10 de outubro de 2009

A campanha na bila

A campanha lá correu...
Não vou fazer comentários políticos, não me compete, neste blogue pelo menos.
Ok.... confesso que achei bastante agressiva uma certa música, duma certa comitiva que entoava algo que parecia: SLB! SLB! Laralá laralá SLB!
Não me caiu muito bem.
Bem, talvez tenha sido por eu ser do FCP....
...
De todas as imagens propagandistas espalhadas pela cidade sem dúvida esta (pirata) captou a minha atenção... partilho-a com vocês. Não faço comentários, claro.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

As 1001 bandas... (II)

Mais um tesouro da cena musical vilarealense dos anos 90! Tesouro este, que acho nunca ter sido realmente descoberto... Quem não se lembra dos Actus Nefandus? Ou será mais fácil perguntar, quem se lembra...? Bem, não quero diminuir de forma alguma a importância que esta banda teve, pelo menos para quem dela fez parte, que com toda a certeza passou momentos inesquecíveis!
Eu pessoalmente gostei.
Peço aos ex-membros, ou quem os conheceu que se manifeste e conte-nos mais coisas sobre esta magnífica banda!



PS - Obrigada pela imagem Alberto!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Reinaldo (II)

Depois de reencontrar o, nunca de facto perdido, Reinaldo, só pude escrever isto.

Dissertação botânica

São como folhas, as gentes.

Pendem-se em aglomerados mais ou menos
extensos, admitindo posições hierárquicas
calhadas em sorte pelo lado do tronco em que nascem.
Embora pareça, não migram, são quase estáticas, tirando,
talvez, alguma agitação provocada
pelos ventos vespertinos e por chuvas outonais.
A maior parte serve de alimento a animais famintos,
outras há, porém, que são abrigo, albergue de vida,
bálsamos multicolores.

São como folhas, as gentes.

Umas amarelecem e caiem, esquecidas,
sob o solo que as absorve. Contudo, algumas,
poucas, são perenes. Ficam,
ainda que no rigoroso inverno nevado.
Ficam, pintando de verde as longas
tardes cinzentas melancólicas.
Ficam, ficam.
Anos, longos anos, inventando, para nós,
um renovado conceito temporal.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Desafio " Conhecer a Bila até às entranhas"

Desafio 2:

Este também é fácil, não?

Desafio " Conhecer a Bila até às entranhas"

Solução do desafio 1:

Pois é.
Faz mesmo parte do muro que se encontra na parte traseira do átrio da Sé de Vila Real.



Parabéns às duas pessoas que acertaram!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Desafio " Conhecer a Bila até às entranhas"

Proponho, humildemente, um desafio para tentar dinamizar um pouco mais o nosso blogue. Vou tentar colocar regularmente uma fotografia de um pequeno pormenor de Vila Real, que pode ser parte de um prédio, uma rua ou uma parede, uma árvore, um canteiro, sei lá, algo pertencente à bila ou arredores. O que é? Onde é? Às vezes pode ser muito fácil e outras vezes impossível de adivinhar (eh eh, surpreendam!). Às vezes posso dar uma dica. Vamos ver quem é o melhor conhecedor da bila ou quem tem memória fotográfica! (Eu não sou nem tenho...)
Sempre que colocar uma imagem nova revelo a resposta do desafio anterior!
Ok? Toca a enviar respostas pelos comentários. Sabe-se lá se um dia não haverá um prémio para o vencedor...!!?

Desafio 1

Um fácil para começar...

sábado, 18 de julho de 2009

Uma noite de manifesto no Ex...

A noite começou com curiosidade. Dj novo, novo mesmo. Uma novidade no ex era sempre bem vinda (seria?...). A primeira música passou, a conversa devia estar boa e não se ligou muito ao som. As duas ou três músicas seguintes passaram e os olhares começaram a cruzar-se entre o pessoal. Bem, o rapaz deve-se ter enganado na pasta dos cd's mas a coisa já se vai compôr. Mais umas músicas e os comentários entre nós, agora indignados, aumentaram e com certeza que o rapaz se enganou foi no bar...
Mas...
Ai é para ser mesmo assim???
Bem... a imagem que se segue diz tudo. Existe uma segunda folha de assinaturas, mas está desaparecida por enquanto. Quando se deixar ser encontrada fará companhia a estas.
Foi uma bela noite...





Obrigada Bruno, o guardião do documento!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O que é que acham disto?

Depois de um tempo de afastamento do Bilafonias em que as bloguisses se ficaram por aqui e por aqui, lá voltei ontem a colocar por cá algumas linhas.
E tenho andado aí a pensar que se calhar era boa ideia transformar as ondas hertzianas numa mesa com comes e bebes. Seria possível combinar um encontro de Bilafónicos? Onde? Onde havia de ser? Na Bila, claro!!!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Realmente o Bilafonias veio acender em mim aquelas coisas que todos temos guardadas cá dentro e que um dia, de repente,
Estamos aqui
e nós, de olhos esbugalhados,
Ainda existem?
incrédulos com aquilo que sentimos ao recordá-las, a abanar a cabeça de sorriso distante, velhos num banco de jardim a reviver antigos bailes de aldeia.
Mas depois de um tempo a gente refaz-se. Umas palmadinhas no ombro, um deixa lá, e pronto, a gente refaz-se.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Símbolo da UTAD, Now and Then

O antigo:



O novo:



Eu sei de qual gosto mais...

FADO UNIVERSIDADE

Quem estudou na Utad, pelo menos no meu tempo, deve ter cantado muitas vezes estes versos!
Eu acho que este hino é muito engraçado, e realmente faz lembrar alguns bons velhos tempos.
Quem se lembra?

FADO UNIVERSIDADE

Aqui viemos parar
Aqui a Vila Real
A cidade mais bonita
Que conheço em Portugal

O fado Universidade
é tudo aquilo que sinto
mas só fica bem cantado
acompanhado com tinto.

Dizem que aquilo é bom
Dizem que aquilo é porreiro
Mas ao chegar à cantina
Mais parece um chiqueiro.

Depois do caldo tomado
Entrei de queixo p´ró ar
no café chique da terra
P´rá minha bica tomar.

Se o desporto dá saúde
Viemos p´ra cá estudar
não foi p´ra ir para a Quinta
Todo o dia a caminhar.

As aulas abrem às 8
O Necas abre às 6
Dizei-me agora colegas
Qual dos dois preferireis.

Refrão:

Vila real ao entardecer
Ao cabanelas eu fui ter
Era menino lá debaixo sossegado
Grande bezana eu agarrei
E conclui e verifiquei
Ser este o curso
p´ra que estava destinado.

Um copo aqui
Um copo ali
Um copo ali
Um copo aqui
Ai rico branco, rico tinto, rico vinho
E o problema é geral
Ao chegar a Vila real
P´ra casa é que é
Já ninguém sabe o caminho.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

S.João de regresso à Bila?

A Associação Comercial e Industrial de Vila Real está, segundo a minha opinião, a trabalhar bem. A tentativa de dinamizar o centro histórico da bila e ajudar o comércio tradicional teve ontem à noite uma oportunidade de ouro, ao fazer renascer em grande, no âmbito das festas da cidade, uma tradição adormecida mas que, fiquei por estes dias a saber, existia há muitos anos em alguma freguesias da cidade: a noite de S.João.
A música animou as ruas e a sardinha estava boa!
O vinho, como é óbvio, temperou bem a coisa...





sexta-feira, 19 de junho de 2009







viagem para, e na Zambujeira...98 ! ou 99? ai memória, memória...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Esbardalhar - este verbo, por definição não existe nos dicionários. Quando muito e até novas informações, é um daqueles termos, que só existem em certos locais (na Bila, pois claro!!). Modelismo será o termo. "Esbardalhei-me a rir" será quando muito, o único contexto em que alguns já o ouviram/disseram, embora também se possa usar com outros sentidos. "Esbardalhar, será para todos os efeitos, neste blog, o que define o acto de cair. Não necessariamente no sentido físico, mas no sentido de algo que se partiu, se estragou, que se deixou ir, em suma que se FODEU. Sempre me fascinou o momento em que caímos, em que largamos as amarras da esperança, e pura e simplesmente, nos deixamos cair, em direcção ao abismo, e no entanto, há como que uma libertação de um peso, duma dôr, e por breves momentos enquanto caímos ( apenas até atingir violentamente o fundo/ a realidade/ a vida), somos livres das amarras, dos conceitos, das imposições, desta existência estúpida, que se resume a nascer e morrer, pelo meio, crescer, trabalhar para comer e existir, reproduzir, envelhecer... se tudo correr bem.... Foda-se, não era nada disto que eu estava à espera... a vida não é bela, é cada vez mais frustrante e as pessoas limitam-se a andar a pastar como gado, e ninguém diz BASTA, mais do mesmo? NÃO! Por isso viva o "carpe diem", o "live fast, die young", viva a decadência, viva a revolta com o que nos rodeia, viva os que se esbardalham e fazem-no com um sorriso estampado, caem sem sequer se ampararem das mãos, caem pelo simples prazer de cair. Esbardalha-te. Nem que seja só para provar o sabor metálico do sangue que fica no céu da boca, quando o crâneo/a mente atinge o solo/a realidade. Abraços-
Bruno 28th

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A Bila de hoje I

Algumas fotos da Bila actual.
Quem não a visita há muito tempo que descubra as diferenças...
Nesta olha-se a Sé de Vila Real desde a esplanada do D.Manuel.



É um dia chuvoso de Maio, o carro estacionou em frente só para estragar a fotografia e já se vê uma amostra dos enfeites das festas da cidade.
Talvez a principal diferença dos velhos tempos seja a paragem do Corgobus!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Quando eu era caloira....

Quando eu era caloira... bons velhos tempos.
Apesar de não ter estado muito envolvida nos rituais académicos (eu era mais Ex...), passei por algumas praxes, umas muito divertidas outras menos, mas felizmente nenhuma delas sem piada ou humilhante, como as houve e continua a haver.
Os tempos foram de descoberta e de novas emoções. Confesso que os estudos ficaram um pouco para segundo plano.... bem, fiz Citologia e Inglês Técnico!!
Enfim....
Quanto à Utad, estive lá a estudar 8 anos! Nem foi muito, pois não? A minha última cadeira foi Análise Numérica, e de muitas outros colegas, acho.
O meu número? Ai ai... era o 6738!!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Reinaldo

O estio era assim. As tardes fingindo fornos e nós na esplanada habitual, na mão uma Super, ou outro refresco de teor mais elevado, e enquanto os ponteiros se arrastavam cambaleantes, jogávamos jogos infantis, ligeiramente modificados na pretensão de apelar ao intelecto.

O estio, sem estudantes pelas ruas da Bila, era assim; só os da Bila. Que é o mesmo que dizer, os de lá, os próprios, os nacionais. Fora Vila Real um País e seria, pelo período escaldante do Verão, mais patriótico.
Eu, não porque fosse de lá, lá estava. E partilhei desses momentos intimistas com um sentido de tresmalhada adoptada que lhes conferiam um saborzinho especial.

Estranho é o facto de, tão forte como a sensação do calor a pegar-se à pele, ser a recordação das palavras de Alexander Pope na sua voz, do seu sorriso que parecia em câmara lenta, da sua bendita, apaixonante e louca forma de questionar o mundo a cada segundo.

Pensando bem, talvez não seja assim tão estranho...

Se alguém o vir, não fazendo desse alguém meu criado, diga-lhe isto. Obrigado.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Os poetas da Bila V

Entra-nos pelo peito em borbotões joviais
Este sangue de luz que a madrugada entorna!
Poetas, que somos nós? Ferreiros d'arsenais;
É bater, é bater com alma na bigorna
As estrofes de bronze, as lanças e os punhais!

Acendei a fornalha enorme – a Inspiração.
Dai-lhe lenha, – a Verdade, a Justiça, o Direito
E harmonia e pureza, e febre e indignação;
E p'ra que a lavareda irrompa, abri o peito
E atirai ao braseiro, ardendo, o coração!

Sendo o último dia da semana dos poetas da Bila, permiti-me alargar horizontes (uns 100 Km) e aqui fica um testemunho de Guerra Junqueiro, a quem os políticos chamavam poeta e os poetas apelidavam de político.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Os poetas da Bila IV

Nem Baco nem meio Baco!:
Aqui é o homem,
desde as mãos ossudas e calosas,
desde o suor
ao sonho que transpõe as nebulosas.

Montes de pedra dura,
gólgotas
onde os geios são escadas!
Venham ver como sobe o desespero
e a esperança, de mãos dadas.

Nem Baco nem meio Baco!:
Aqui é o homem
que nada há que não suporte
mas suporta e persiste.
Aqui é o homem até à morte.

Os poetas estão de volta depois da rebeldia de ontem. Desta vez, António Cabral.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os poetas da Bila III

A ideia era essa. Uma semana, cinco poetas. E eles não faltam, por certo devido ao bafejo que da serra emana.
Mas agora, sei lá eu porquê, a ideia é outra…

Talvez só por hoje (ou não),
vou rebelar-me contra palavras inúteis,
sobejantes, escusadas, vãs.
Palavras que nada dizem,
que nos transviam da felicidade
e nos inundam em fantasias pouco sãs.

Por isso, hoje não há poetas da Bila p'ra ninguém. Veremos amanhã…